quarta-feira, outubro 19

Sim, isso também passará!

Este verso foi escrito por uma amiga muito especial, que conheço há pouco tempo, mas que já me identifico bastante.
Inclusive, o verso se encaixa perfeitamente com o momento que estou passando.
E com o turbilhão de pensamentos que habitam em mim.
Amanhã o sol acorda novamente, e com ele renasce uma expectativa.
Finda o choro de hoje. TODO o choro de hoje!




Por Mariana de Camargo

Não acredito em sentimentos fortes, que desaparecem e reaparecem em uma semana.
Eu te amo não é bom dia. Fale o verdadeiro.
SINTA! Acima de tudo.
Estou cansada de falsidade. Peço que fique apenas quem é de verdade.
Siga-me apenas se quiser caminhar ao meu lado.
Não minta pra mim, mas, acima de tudo: não minta.
Olhe nos meus olhos…
Consegue ver o que eu vejo?
Como pode me ajudar?
Consegue se ajudar?
Ando acima das nuvens.
Respiro numa viagem louca pelo espaço.
Volto e nada mudou.
Há mais hipocrisia na fala que aquilo que pensas.
Adiante-me suas verdades. Não quero saber do resto.
Confesse. Cuspa. Seja aquilo que é.
Consegue ver o que há além do olhar do outro, ou ainda vê aquilo que queres acreditar?
Não te quero para mais uma delícia.
Quero-te para uma vida delas.
Se não consegue, pode ir para Pasárgada.
Ainda és amigo do Rei?
Tem resposta para alguma dessas perguntas?
Tem respostas para as tuas?
Partirei algum dia ainda sem coragem de partir.
Com o fruto do veneno que uso hoje, sob o pranto doído de saber que não tenho, que não tive e que jamais teria.
Uso versos sem contar as sílabas, sem respeitar o tempo.
Mal respeito a língua, mas tento me fazer entender no desespero.
Ainda não me basta. Nada me basta.
Você não me basta. Não quero que me baste.
Fique com seu silêncio e verdade absoluta.
Partirei para algum lugar mais vazio para me encher de mim.
Sugiro que faça o mesmo.
Você é apenas o meu reflexo torto
Torpe.
Meu sobrenome excluído. Meu exílio. Meu oásis.
Miragens… Mirar-te. Olvide-me.

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